Faz muito tempo que a revista Veja vem praticando um jornalismo chinfrim, com pseudo-reportagens baseadas mais na opinião dos seus autores do que na investigação rigorosa que uma publicação do porte do semanário brasileiro deveria praticar.

A última grande “ratada” da revista da Editora Abril foi a reportagem sobre Che Guevara, produzida pelo editor de internacional Diogo Schelp. A reportagem, publicada na edição de 03 de outubro último, Diogo tenta desfazer o mito Che e demonizar guerrilheiro que ajudou Fidel Castro a vencer a revolução cubana.

Uma das fontes para o embazamento da reportagem seria o jornalista da revista americana New Yorker, Jon Lee Anderson, autor da biografia mais completa sobre Che Guevara já publicada até hoje.

Diogo Schelp manteve contato com Lee Anderson por e-mail, só e somente, e depois tratou de escrever a matéria sem fazer novas tentativas para entrevistá-lo. No texto que ofereceu aos leitores de Veja deu como justificativa não ter obtido retorno do biógrafo.

Este foi o pior ato falho de Diogo. A edição de Veja chegou às mãos de Lee Anderson, que leu o material de péssima qualidade produzido pelo editor internacional. O jornalista amerciano resolveu contestar as justificativas dadas pelo autor da reportagem numa carta aberta publicada no blog do jornalista Pedro Dória.

Ofendido com o desmascaramento promovido por Lee Anderson, Diogo Schelp resolver escrever uma réplica raivosa, na qual questiona se o consagrado autor da New Yorker pode mesmo ser chamado de jornalista. Risível! Chegou mesmo a afirmar que o biógrafo de Che Guevara não mais teria espaço nas páginas de Veja.

Lee Anderson foi à forra e escreveu uma tréplica, novamente publicada no blog do jornalista Pedro Dória, na qual enquadra o editor internacional de Veja e lhe dá uma lição do que seja jornalismo investigativo. Esta foi mais uma desmoralização internacional para uma revista que pensa ser a dona da verdade num país de iletrados.

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