A entrevista com a jornalista e escritora Ana Carmen Foschine rendeu uma boa repercussão. O debate sobre a blogosfera é algo que a mim me fascina de verdade. Tanto que escolhi o assunto como tema de um trabalho acadêmico. Sobre a entrevista com Ana Carmen, recebi o seguinte e-mail que considero bastante inteligente e fomentador da discussão sobre a importância, a utilidade e as várias facetas que os blogs trazem embutidas em si:

“Interessantíssima, a entrevista. O que me chama a atenção no universo dos blogs são duas tendências quase opostas: de um lado, a absoluta liberdade de abrir blogs e escrever neles o que se quiser. De outro, o fato de que os blogs, através de seus links, acabam formando “clusters” que limitam a audiência de determinados segmentos. São como feudos, alguns enormes, alguns minúsculos, mas que retalham o, digamos assim, mercado. Mesmo que haja um número de blogs que adquiram credibilidade e concentrem a maior parte do fluxo, sempre existirá uma massa anômina inquantificável pronta pra contra-balançar. O oligopólio, na Web 2.0, é mais difícil. Pra mim, isso é assustador, mas fantástico”.

O que me fascina nos blogs é a sua capacidade de desconcentrar o poder de produção de conteúdo. Antes, só quem detinha poder político ou econômico é que tinha a possibilidade de ter um canal de comunicação. A blogosfera quebrou ese paradigma. Agora todo ser pensante e “escrevente” pode publicar suas idéias, numa plataforma prática e baratíssima. Cada pessoa pode ter o seu jornal pessoal. Mas é preciso estar disposto a arcar com as consequências do que se diz ou escreve. Afinal, quanto maior a liberdade, maior a responsabilidade exigida no seu uso.

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