Diante de tanta perplexidade que a tragédia com o avião da TAM e o jogo de empurra-empurra das autoridades brasileiras para apurar as reais causas do acidente causaram à Nação, surge uma notícia que, no mínimo, exige uma tomada de atitude do governo e deve provocar indignação completa na população brasileira. O economista Josef Barat, que ocupa uma das diretorias da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), sob a aprovação do Senado, teve despesas financiadas pela TAM em dezembro do ano passado para proferir uma palestra em Nova York, sob o tema “A visão da Anac quanto ao futuro desenvolvimento do setor aéreo e suas questões”. A palestra fazia parte do chamado “TAM Day” (Dia da TAM). Para os diretores da Anac, o fato de Barat ter tido despesas paga por uma empresa fiscalizada pela agência não fere a ética do serviço público . Cabe aqui perguntar: será que esses senhores que estão à frente das agências reguladoras e porque não dizer dos postos de poder em todos os seus níveis – tome-se por base a falta de compostura de deputados e senadores no Congresso Nacional – sabem o que é ética? No Brasil o que passou a valer foi a ética da falta de ética.

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