Quando eu cheguei a Roraima, há pouco mais cinco anos, ouvi muitas conversas de que a prostituição infantil e o abuso de adolescentes aqui no estado havia acabado/amenizado, etc. Mas basta dar uma volta pelos municípios interioranos e os bairros periféricos de Boa Vista para se notar que o clima de permissividade. Quase nada mudou. Como uma atrofia sócio-cultural, muitas meninas iniciam a sua vida sexual muito cedo ou se deixam usar por uma machada inescrupulosa. Hoje me deparei com duas garotas com idade entre 11 e 12 anos grávidas. As duas alunas de uma escola do bairro Jardim Equatorial. Se você vai a Mucajaí, passa por Iracema, chega a Rorainópolis ou se desloca até Pacaraima, na fronteira com a Venezuela, a situação não é muito diferente. Percebe-se uma juventude sem expectativa, uma infância pouco feliz, olhares perdidos a questionar sobre como será o futuro. Lamentável.

Anúncios