Revistas antigas tem sempre uma utilidade. Há quem use para recortes, trabalhos escolares, para forrar o chão para protegê-lo de pingos de tinta durante a pintura da casa. Eu prefiro usá-las para fazer uma releitura do passado, conferir passado e presente e ver o que mudou. Ou não. Tenho por hábito sempre dar uma vasculhada em meus arquivos pessoais, no qual constam centenas de revistas Caros Amigos (coleciono desde 1998), Imprensa e Carta Capital entre outros títulos que só guardo esporadicamente, dependendo do interesse que a matéria desperta em mim.
Ontem à noite (sábado) estava revendo esses meus arquivos pessoais. Parei na leitura de uma entrevista concedida pelo diretor-editor da revista Carta Capital, o inegualável jornalista Mino Carta, à revista IMPRENSA em fevereiro de 2001.”O Brasil – dizia Mino entrevista concedida pelo diretor-editor da revista Carta Capital, o inegualável jornalista Mino Carta, à revista IMPRENSA em fevereiro de 2001. Naquela ocasião, o grande Mino dizia que o Carta – tem o pior poder do mundo”. Quando volto ao presente e olho para o cenário político atual do país e, agora, com a violência se institucionalizando de norte a sul nesse nosso país continente [e com os governantes assistindo a tudo de braços cruzados], vejo que as afirmações de Mino Carta continuam assustadoramente atuais.
Na mesma entrevista concedida à revista IMPRENSA em 2001, Mino dizia: “O país não está maduro para uma democracia. Não está maduro, porque o poder que está aí é o mesmo de sempre e não está interessado… Está interessado no grupo de poder, está interessado na casta, estão interessados [os poderosos] neles mesmos, não estão interessados no país”. Mais atual impossível, pois é essa a sensação que os ocupantes do poder no Brasil nos transmitem diariamente: que estão preocupados apenas com seus próprios umbigos (e bolsos).

Uma outra entrevista com Mino Carta pode ser lida AQUI>>>>

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