Indígenas de Roraima recorrem à OEA contra arrozeiros

SÃO PAULO – Dois anos após a homologação da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, em Roraima, os índios ainda lutam contra a ocupação e plantações ilegais de arroz na área. A denúncia da demora da retirada dos fazendeiros por parte do governo foi levada nesta quinta-feira (01) à Organização dos Estados Americanos (OEA) pela advogada do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Joenia Wapichana.

Por intermédio da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), o movimento indígena de Roraima pede ao Estado Brasileiro a retirada de todos os ocupantes não-índios do interior da TI. De acordo com os indígenas, a presença e atividade dos rizicultores trazem danos ambientais à reserva e ameaçam a integridade física e moral das comunidades.

Nesta audiência, a Comissão deverá avaliar a situação atual do caso para decidir se o encaminhará o caso à Corte Interamericana de Direitos Humanos, instância superior com competência para determinar uma sentença judicial internacional.O CIR também denuncia a crescente onda de violência contra as pessoas, contra o patrimônio e as instituições indígenas na Raposa Serra do Sol.

Seqüestros de índios e autoridades, ameaças de morte, bloqueios de estradas, incêndios criminosos, novas invasões fundiárias e interferência nas formas de organização indígena são alguns dos eventos que se repetem ao longo dos dois últimos anos. Essas ações são comunicadas ao CIDH desde 2004.”

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