Incomodados com as novas regras para a divisão do bolo do fundo partidário, que beneficiam os pequenos partidos, os “partidões” já se articulam no Congresso Nacional para reagirem à mudança feita pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os “habitantes” dos chamados grandes partidos, a exemplo do vice-líder do PFL na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (BA), já avisou que a assessoria jurídica da sigla vai recorrer da decisão. Para Aleluia, o TSE se equivocou na interpretação da lei e, para evitar que os partidos pequenos sejam beneficiados, as grandes legendas vão estudar uma mudança na legislação. Ou seja, quando eles não conseguem ganhar o jogo, mudam as regras de forma que sejam sempre beneficiados.
Usando do mesmo discurso fisiologista, o líder pefelista disse que o TSE extrapolou as suas atribuições e resolveu legislar. De acordo com os novos critérios, os partidos pequenos passam a ter direito a 42% de 100% do fundo partidário. Este ano o bolo de recursos a serem repassados ao fundo deve chegar a R$ 126,405 milhões. Antes da alteração feita pelo TSE as pequenas legendas recebiam apenas 1% dos 70% dos recursos do fundo partidário.
Com a alteração, os pequenos partidos poderão se profissionalizar e ganhar poder de fogo para disputar os mesmos espaços no poder com os grandes partidos. Isso é tudo que os políticos abrigados nos partidos que dão as cartas na cena política não querem. O PSOL, por exemplo, poderá a vir receber algo em torno de R$ 140 mil contra os minguados R$ 7 mil arrecadado pelo partido antes da decisão do TSE. Por outro lado, o PT abocanhará R$ 13,068 milhões do fundo partidário contra R$ 24,131 milhões recebidos no ano passado. Sofrerá, portanto, uma redução significativa na sua participação no fundo. O PC do B, por sua vez poderá receber R$ 3,442 milhões em 2007, isso representa quase auatro vezes mais que os R$ 858,9 mil de 2006. O nanico o PCO, que não elegeu nenhum parlamentar, e deve ficar com R$ 1,5 milhão do fundo partidário em 2007.

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