Os Estados Unidos já estão de olho no potencial brasileiro para a produção de biocombustível. Emissários americanos visitam o país para propor ao governo uma parceria internacional para produzir álcool automotivo e biodiesel. Quer escapar assim da dependência do petróleo do Oriente Médio. Qualquer proposta de parceria comercial vinda do governo americano deve ser recebida com ressalvas, pois quando o assunto é comércio exterior e, mais precisamente, combustível gerador de energia, produto do qual depende o gigantismo econômico dos EUA é bom ficar de olhos bem abertos aberto. Pois o governo brasileiro não for experto e vacilar, logo eles dão um jeito de se apossar da tecnologia se proclamarem os senhores do biodiesel, quando esta é uma tecnologia genuinamente brasileira posta em prática há décadas pelo cientista tupiniquim JOSE WALTER BAUTISTA VIDAL.

É de BAUTISTA VIDAL, por exemplo, a proposta de se criar “Núcleos de Biocombustível”, que seriam espaços para a aglutinação dos segmentos da sociedade. A finalidade desses núcleos seria provocar a reflexão sobre o Programa de Bioenergia do Estado, possibilitando a criação e efetivação de um do Biocombustível em alguns estados do país, como o Paraná. Numa palestra feita no Paraná, em outubro de 2005, ele disse que: “Na realidade essa era do petróleo, tão cantada em verso é uma era fictícia, porque condicionou o mundo ao uso de formas energéticas que acabam e como a energia é o fator fundamental em qualquer transformação, em qualquer movimento, quer dizer, faltou energia o mundo entra em colapso. E necessariamente ocorre a guerra, e a guerra que estamos vivendo hoje, é fruto do petróleo acabando, e aí não tem jeito, os conflitos se agigantam.” É por este motivo que os Estados Unidos está buscando essa conversar “amigável” com o Brasil.

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