”A ONG (Organização Não-Governamental) Transparência Brasil fez nesta quarta-feira um alerta de que a compra de votos nas eleições de 2006 pode ter influenciado significativamente no resultado do pleito. Pesquisa encomendada pela ONG e outras entidades, como a Unacon –que representa os servidores da CGU (Controladoria Geral da União) e da Secretaria do Tesouro Nacional–, apontou que 8,3 milhões de eleitores (8,25% do eleitorado) receberam ofertas de compra de votos nas últimas eleições. Em 2002, o índice foi de 3,3%”.

Comentário: a tirar pelo número de mensaleiros, sanguessugas e demais políticos envolvidos em escândalos que conseguiram se reconduzir à Câmara Federal, a de eleitores que venderam o voto da Transparência Brasil é bastante otimista. Se a compra de votos não se deu em dinheiro vivo, os políticos, principalmente os detentores do pode à época da eleição, usaram de expedientes os mais diversos para cooptar eleitores. A pesquisa da ONG diz que a “escolaridade também não influencia. Os mais vulneráveis são os eleitores que têm de 5ª a 8ª séries –11% receberam ofertas–, mas os eleitores com nível superior também são vulneráveis –10% foram instados a vender seus votos”. Isso é verdade, muitos são os casos de pessoas com formação superior que, em período de eleição, saem feito desesperados atrás dos políticos em busca de algum benefício.

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